meu peito palpita furioso como um estouro contra o mundo acendendo a paz de deus

eu chamava o nome do vento e o seu acaso. eu urrava de dor quando você passava por cima do fluxo natural das coisas que compõe a confusão dos sentidos sem perceber, queimando a minha mão. sua boca me olhava e dentes não tem ouvidos, só fogo, queima a minha mão, veja a poça de sangue na pia. tire de mim a mim mesma e essa ferida aberta que é o meu coração. eu tomo um trago e não sei mais onde é a saída, você indica a saída, meus dedos passam pelas paredes, tudo é escuro, eu sangro, inunda a pia do seu banheiro, eu grito eu peço e entro na cadência do redemoinho dos retornos. você que sabe me conduzir à palavra e ao silêncio, você mesmo abre a boca e me diz que a linguagem não foge à experiência pois engula seus repertórios baratos e me devolva a minha mão que preciso ficar de pé e não olhar pra trás. inteira. aos outros só atiro o meu corpo a mim não atiro nada. imagine a prepotência. se achar maior que o tempo. 



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