momentos anotados para não serem esquecidos

(sou colecionadora de experiências. elas existem mais na memória do que no agora. minha memória é ruim. escrivamos para que sejamos lembrados:)



a ternura das risadas

de todas as risadas

do seu silêncio que era confortável pra mim

como era bom te fotografar

as cervejas do começo a gente se deu bem

brincadeiras com o futuro e com quem nós vamos ser

aos 40, 50, 60

te imaginar velho do meu lado

especialmente quando sorria e as dobrinhas dos olhos apareciam

te imaginar aprendendo comigo

aprender de mim com você

te fazer tentar entender de mim

a única vez que te puxei pra uma dança: era cigarettes after sex. Noite. Led. Curto e infinito.

os seus cigarros pós-sexo/antes de dormir

de como essa foi a época em que entendi essa banda

ouvir quasar junto

ouvir cabo frio e cantar junto no meio da mesa com meus e seus amigos

nossos rolês com meus amigos

o dia do bar que você virou pra mim e disse que não costuma levar ninguém pra sentar com os seus

o quanto me sentia especial quando você me olhava com ternura

como doía mas também como era bom tentar te fazer sentir ternura

o dia que você esperava meu desespero e eu entreguei afeto, naquele banco com meu mapa mental

a lutinha que acabou comigo na janela com medo de cair e você me dizendo que eu era uma das pessoas mais especiais que conheceu

planejar com você 

a lista de filmes que nunca aconteceu (mas a adoro mentalmente)

todos os filmes que vimos juntos no meu quarto

Resident Evil no começo

abraçar debi

ir embora pra casa na garupa. frio. te abraçar.

o dia que pedimos um feijão tropeiro

o dia que você apareceu de manhã sem eu esperar, e eu ri

meu aniversário. 00h. não sabe como foi importante.

você montando meus móveis 

você numa das fases mais importantes da minha vida, sair de casa e fazer 20 velas de aniversário 

o barulho da moto

os lanches

te fazer cafuné

correr na chuva do seu lado (tive amigdalite)

todas as transas, meu gozo. meus gozos.

os textos que te escrevi

os textos que você não me escreveu. O único e-mail falando de tentar.

falar de tentar

falar de você fugir comigo 

esperanças (finitas)

quando você me chamou de cometa

e te tatuar um

descobrir que ainda vivo e que posso construir coisas

acordar feliz

os cafés na cama

você me fazendo omelete de madrugada

te falar do Caio F.

as horas que passamos nos olhando na meia luz

o dia em que você elogiou meus olhos

o isolamento de covid que passamos muito tempo juntos

te ouvir falar de rap

despedidas de horas e palavras intermináveis 

a vez que achei que você fosse embora e foi me levar a Olympus e ficou 1h no meu portao 

tentar te entender

conversar sem abrir a boca

a tentativa de conversar com um caderno

entender que eu suspiro quando sinto

que tenho a possibilidade de me reinventar com alguém

e, depois, que tenho a possibilidade de me reinventar sozinha. Faz-se necessário todos os dias.

o piquenique no sagarana

o piquenique em que Jay parecia um noia e rimos dele de capus e moletom

por Deus, novamente todas as incontáveis risadas sinceras (provavelmente a melhor parte)

o dia na cozinha que você me leu e eu te li e você me disse que era assim, e que dali pra frente só melhorava quando se está  (eu quis, tu sabe.)

entender que sou grande e que isso te assusta 

te falar e te palestrar um monte de coisas e você me ouvir pacientemente

os textos que li no mundo e enxerguei você 

das vezes que conversamos na cama e acabamos dormindo

tomar sua mão e ver como ela é quente

a aurora que sempre acaba

mas que é eterna na memória












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