às 17h50 a luz se esforça muito pra entrar pela janela e fica cinza enquanto eu brinco de atravessar as sombras meu braço corta os cômodos minhas pernas pisam no vácuo e eu sou sombra também eu sou sombra que flutua pelo espaço sideral dos meus aposentos até que se faça vácuo profundamente vácuo e eu vire poeira estrelar estrelinha que sou pequena nua flutuo até que se perca meu chão meu rosto meus pés e tudo se torne um só somente único pra sempre sou fatalista não há meio/termos eu que sempre fui indecisa me propuseram no espaço a única escolha que só se faz por um caminho uma resposta somente universal singela simples maciça e indiferente e me misturarei a toda essa ausência de luz que agora invade e me invade ao abrir a boca não há fronteira entre a janela e eu agora tudo que se esforçava para aparecer se une em vácuo e não acenderei a luz
pouco de mim;algo de mim; eu de mim
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Postado por
Marji
brincar de eu nunca
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