Reflexões sobre o Amor Materno - 06/01/2021

Não há amor sem desejo -> ausência da faculdade de tocar é pouco proprícia ao desenvlvimento do sentimento. 


"Todos sabem que o amor não se exprime a todo momento, e que pode perdurar em estado latente. Mas se não se cuida dele, ele pode se debilitar ao ponto de desaparecer. Se faltarem oportunidades para se exprimir o próprio amor, se as manifestações do interesse que se tem por outrem são demasiado raras, então se corre o grande risco de vê-lo morrer."

 

Parece-me que devemos deixar a universalidade e a necessidade aos animais e admitir
que a contingência e o particular são o apanágio do homem.


O que equivale a dizer que o instinto da vida suplanta o instinto materno. Reconheceu-se, no máximo, que ele é flexível e talvez sujeito a
eclipses.

O amor materno é apenas um sentimento humano. E como todo sentimento, é incerto,
frágil e imperfeito. Contrariamente aos preconceitos, ele talvez não esteja profundamente inscrito
na natureza feminina. Observando-se a evolução das atitudes maternas, constata-se que o
interesse e a dedicação à criança se manifestam ou não se manifestam.


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